Deitado na caminha velha
olhando na janela,
vendo o sol aparecer.
Atrás de lindas montanhas,
em um novo amanhecer.
Alguns pássaros cantando
anunciando a chegada do novo dia.
Nos galhos molhados
pelo sereno de uma madrugada fria.
Hora de levantar
e voltar à batalha.
Nos pés, bota de couro
na cabeça, chapéu de palha.
Na cintura um facão,
água na chaleira,
fogo no fogão.
Café vai ficar pronto,
e a cabocla serve com satisfação.
Um rádio ligado,
uma moda de viola tocando,
falando do dia lá fora
e do sol que vai esquentando.
É hora de garantir o pão
barriga cheia, força nas mãos.
Pé na estrada,uma longa caminhada
para exercer a profissão.
Esposa é companheira, luz é lampião.
Moringa é geladeira,mas a vida é beleza
pra quem gosta do Sertão.

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